Adam Neely prova que timbre supera harmonia no sucesso do vaporwave

The music theory of V A P O R W A V E — Adam Neely

Adam Neely

A análise harmônica tradicional falha perante o vaporwave porque o impacto emocional e nostálgico do gênero decorre da fenomenologia do timbre, e não de notas ou acordes.

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Key ideas

  • O vaporwave apoia suas fundações conceituais no plunderphonics de John Oswald, tratando gravações pré-existentes de smooth jazz, soul e anúncios comerciais como instrumentos musicais autônomos recontextualizados. (0:02)
  • A teoria musical clássica centrada em harmonia e escalas se mostra insuficiente para analisar o vaporwave, cuja força reside na fenomenologia da música, no timbre e na indução de nostalgia hipnagógica. (2:14)
  • Estudos científicos confirmam que o timbre exerce influência direta no processamento emocional e no disparo de memórias autobiográficas, legitimando o vocabulário sonoro da tecnologia dos anos 90. (4:30)
  • Apesar do meme recorrente 'Vaporwave is dead', produtores continuam expandindo a linguagem do gênero ao transformar áudios descartados, como fitas institucionais do Kmart, em novas composições com bateria acústica contemporânea. (7:28)

Detailed notes

## Background Publicado no YouTube pelo baixista e educador Adam Neely em 24 de outubro de 2016, o vídeo analisa os fundamentos teóricos e conceituais do vaporwave. A descrição da página inclui links para o download de sua composição autoral baseada em fitas do Kmart, estudos científicos sobre a relação entre timbre e resposta emocional, reflexões sobre a fenomenologia da música e arquivos históricos da cultura de consumo dos anos 90.

## TL;DR Adam Neely investiga as raízes do vaporwave no movimento de plunderphonics e na desaceleração de faixas dos anos 1980, exemplificado pela emblemática apropriação de Diana Ross por Macintosh Plus. O apresentador demonstra que a análise harmônica tradicional é insuficiente para explicar o gênero, já que sua força repousa na fenomenologia, na hipnagogia e no poder do timbre em evocar memórias afetivas por meio de sons tecnológicos nostálgicos. Para testar a tese prática de que a textura sonora importa mais do que a estrutura de notas, Neely recria trechos ao piano acústico e produz uma faixa autoral utilizando gravações arquivadas de fitas cassete de anúncios da rede Kmart.

## Atmosphere & style O tom transita com fluidez entre a erudição da musicologia e o humor irreverente típico dos memes da internet, resultando em uma dinâmica ágil, reflexiva e autoirônica. Neely conduz o espectador por demonstrações técnicas em softwares de áudio e contrastes acústicos ao piano enquanto degusta um clássico Chá Gelado Arizona, traduzindo visual e sonoramente a própria 'E S T É T I C A' que investiga. A narrativa evoca um sentimento de fascínio nostálgico e melancolia hipnagógica ao resgatar a beleza involuntária escondida em sons comerciais descartados e tecnologias analógicas obsoletas.

## Bulletin - [00:02](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=2s) O vaporwave apoia suas fundações conceituais no plunderphonics de John Oswald, tratando gravações pré-existentes de smooth jazz, soul e anúncios comerciais como instrumentos musicais autônomos recontextualizados. - [02:14](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=134s) A teoria musical clássica centrada em harmonia e escalas se mostra insuficiente para analisar o vaporwave, cuja força reside na fenomenologia da música, no timbre e na indução de nostalgia hipnagógica. - [04:30](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=270s) Estudos científicos confirmam que o timbre exerce influência direta no processamento emocional e no disparo de memórias autobiográficas, legitimando o vocabulário sonoro da tecnologia dos anos 90. - [07:28](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=448s) Apesar do meme recorrente 'Vaporwave is dead', produtores continuam expandindo a linguagem do gênero ao transformar áudios descartados, como fitas institucionais do Kmart, em novas composições com bateria acústica contemporânea.

## Key takeaways - [00:02](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=2s) A disponibilização do acervo de fitas cassete de anúncios e música ambiente do Kmart no archive.org por Mark Davis consolidou uma fonte histórica para produtores do gênero. - [00:02](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=2s) O conceito de plunderphonics, formulado por John Oswald em 1985, estabelece o sampler como ferramenta composicional ao tratar faixas pré-gravadas como instrumentos musicais. - [00:02](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=2s) Em 1989, a apreensão legal do álbum Plunderphonics por uso não autorizado de Michael Jackson ilustrou as barreiras jurídicas históricas superadas pela posterior descentralização da internet. - [02:14](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=134s) A clássica faixa 'Floral Shoppe' de Macintosh Plus (Ramona Xavier) foi criada essencialmente desacelerando 'It's Your Move' (1984), de Diana Ross, dentro de uma DAW como o Ableton. - [02:14](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=134s) Na análise musical do vaporwave, a fenomenologia e a atitude pioneira de apropriação superam a complexidade técnica tradicional de notas e modos. - [02:14](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=134s) O conceito de hipnagogia define o estado de transição entre a vigília e o sono, servindo de base para a atmosfera sonora e imagética nostálgica do estilo. - [02:14](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=134s) A linguagem visual retrofuturista atua em simbiose inversa com o áudio, influenciando drasticamente a recepção e a percepção dramática da trilha sonora. - [04:30](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=270s) Subgêneros pós-2011, como o trabalho de Blank Banshee, substituíram o plunderphonics direto por iconografia auditiva digital, incluindo sintetizadores text-to-speech e sons de internet discada. - [04:30](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=270s) Ao transcrever uma melodia de vaporwave para um piano acústico, a peça perde a carga nostálgica, comprovando que o timbre é a dimensão determinante da composição. - [04:30](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=270s) A análise harmônica funcional falha com o vaporwave da mesma forma que falha diante das técnicas de Iannis Xenakis ou das microrritmias de J Dilla. - [04:30](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=270s) Em vez de focar na decomposição modal, a pergunta analítica relevante para o gênero consiste em entender como o som foi produzido e que resposta psicológica ele evoca. - [07:28](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=448s) Adam Neely demonstra a prática criativa compondo uma faixa autoral a partir das gravações do Kmart aliadas a baterias gravadas por Luke Markham.

## Detailed walkthrough ### [00:02](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=2s) A gênese do Vaporwave e as raízes no Plunderphonics

Em 2 de outubro de 2015, Mark Davis disponibilizou no archive.org sua estimada coleção digitalizada de fitas cassete contendo músicas de elevador e anúncios de lojas do Kmart, totalmente gratuita para uso público. Esse evento foi amplamente comemorado pela comunidade de produtores de vaporwave. Mas o que exatamente define o gênero? Em uma síntese direta, o vaporwave se estabelece como uma contracultura musical e visual que oscila continuamente entre a crítica ferrenha e o abraço nostálgico ao consumismo capitalista. A internet já conta com vastos debates culturais e produções em vídeo dedicadas ao tema, incluindo materiais do criador FrankJavCee, mas o objetivo de Adam Neely é abordar o estilo sob a ótica da teoria musical. Embora essa tentativa pareça contraditória à própria essência da cena — que funciona quase como o equivalente sonoro de um meme *trollface* —, aprender sobre o funcionamento interno das coisas justifica a exploração.

Musicalmente, o vaporwave apoia suas fundações no conceito de *plunderphonics*. O termo e a prática foram formalizados pelo compositor canadense John Oswald em seu ensaio de 1985 intitulado *"Plunderphonics, ou Áudio Pirata como uma Prerrogativa Composicional"*. Oswald defendia a tese de que gravações pré-existentes deveriam ser utilizadas e manipuladas como instrumentos musicais autônomos. Conforme registrado em seu texto:

> “Um sampler é, simultaneamente um dispositivo de documentação e um criativo, em efeito, reduzindo uma distinção manifestada pelo direito autoral.”

O próprio Oswald criava suas peças exclusivamente a partir de colagens e manipulações de trechos alheios, a exemplo de seu trabalho sobre *The Pretender*, de Dolly Parton. Na era pré-internet, o cerco legal sobre direitos autorais era muito mais implacável. Em 1989, após uma queixa formal movida pelos representantes de Michael Jackson devido ao uso de suas faixas, a Associação da Indústria de Gravação Canadense determinou a apreensão e a destruição total das cópias físicas do álbum *Plunderphonics*. Apesar das barreiras jurídicas históricas, o método de deslocar gravações de seus contextos originais fincou raízes indeléveis no vaporwave, tornando o gênero resistente a qualquer tentativa de repressão institucional.

```mermaid flowchart TD accTitle: Origem e Processo do Vaporwave Clássico accDescr: Diagrama ilustrando a evolução do conceito de Plunderphonics até a criação do vaporwave desacelerado. subgraph Raizes ["Fundação Conceitual"] A["John Oswald (1985)<br/>'Plunderphonics'"] --> B["Gravação tratada como instrumento musical"] B --> C["Apropriação e recontextualização sonora"] end subgraph Execucao ["Prática do Vaporwave"] C --> D["Resgate de Smooth Jazz, Soul e Funk anos 80"] D --> E["Diana Ross - Swept Away (1984)<br/>Faixa: 'It's Your Move'"] E --> F["Redução drástica de velocidade no Ableton"] F --> G["Macintosh Plus<br/>'Hino Nacional' do Vaporwave"] end ```

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[02:14](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=134s) O hino de Macintosh Plus e a fenomenologia da música

Os pioneiros do vaporwave estruturaram suas composições primordiais desacelerando gravações analógicas de smooth jazz, soul e funk da década de 1980. Para ilustrar o processo na prática, Adam Neely abre sua estação de trabalho digital (Ableton) com a quarta faixa do disco *Swept Away* (1984), de Diana Ross: *"It's Your Move"*. Ao apenas reduzir o andamento do áudio, surge de imediato a sonoridade icônica de *Floral Shoppe*, concebida por Macintosh Plus (pseudônimo de Ramona Xavier), amplamente considerada o "hino nacional do vaporwave". Diante do questionamento previsível se o gênero se resumiria a plagiar produções de terceiros e desacelerá-las, resgatam-se reflexões históricas sobre autoria: enquanto Igor Stravinsky dizia que pequenos artistas pegam emprestado e grandes artistas roubam, John Milton cravou que plágio ocorre somente se a obra não for aperfeiçoada pelo receptor.

Mesmo sendo discutível se Macintosh Plus de fato "aperfeiçoou" a faixa original de Diana Ross, a transformação resultou em um objeto sonoro completamente novo. O diferencial não reside na dificuldade técnica da manipulação, mas no pioneirismo da atitude de executá-la. Esse contraste ilustra um dos pilares mais fundamentais para qualquer estudante de música: escalas, modos e harmonia importam muito menos do que a fenomenologia.

> “A FENOMENOLOGIA da música é a coisa mais importante.”

A vivência subjetiva de escutar a gravação de Diana Ross drasticamente desacelerada se distancia por completo do impacto do registro comercial dos anos 80. O termo central associado a essa percepção é a **hipnagogia**, que define o estágio liminar e transitório situado entre o estado de vigília e o sono profundo — princípio que também batizou o gênero irmão, o pop hipnagógico. Essa atmosfera sonora se entrelaça indissociavelmente com a linguagem visual (a clássica e estilizada "E S T É T I C A"). Os produtores de vaporwave operam de modo semelhante a um compositor de trilhas para cinema, só que em ordem inversa: da mesma forma que uma música orquestra o impacto dramático de uma cena visual, a ambientação imagética retrofuturista altera profundamente a percepção de uma trilha sonora.

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[04:30](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=270s) Timbre, nostalgia dos anos 90 e os limites da análise harmônica

A essência da teoria musical aplicada ao vaporwave está na indução de nostalgia profunda por meio do uso estratégico de samples. A partir de 2011, o estilo se ramificou em inúmeros subgêneros, nos quais a técnica do plunderphonics tradicional nem sempre se faz presente. A coesão do movimento passou a ser mantida por um vocabulário auditivo específico: sons de inicialização de sistemas operacionais antigos, sintetizadores de texto para voz (text-to-speech), ruídos de conexão discada (dial-up) e trilhas MIDI corporativas comprimidas. Exemplificando essa linguagem moderna com a obra do produtor Blank Banshee, ecoa-se a provocação de Scott Beauchamp na revista *Esquire*:

> “Poderia realmente ser que a voz 'You Got Mail' do AOL foi para mim o que Madeline foi para Proust?”

Toda a iconografia tecnológica do consumismo noventista é reprocessada na linguagem da música eletrônica contemporânea. Para comprovar que o peso da obra repousa na textura, Adam Neely recria as notas, melodias e acordes da canção inicial do vídeo em um piano tradicional acústico: despida dos timbres empoeirados do Kmart, a música perde inteiramente sua carga emocional. O timbre constitui o verdadeiro núcleo da resposta psicológica do ouvinte. Pesquisas científicas indicam correlações sólidas entre o timbre instrumental, o disparo de memórias autobiográficas e o processamento emocional, explicando por que o vaporwave se consolidou culturalmente em vez de evaporar como mera piada efêmera.

```mermaid flowchart LR accTitle: Análise Tradicional vs Fenomenologia do Timbre accDescr: Comparação entre a abordagem da harmonia clássica e a resposta perceptual do vaporwave focada no timbre. subgraph AnaliseTradicional ["Análise Harmônica Tradicional"] A1["Transcrever notas e acordes"] --> B1["Identificar intervalos<br/>(ex.: quartas justas ascendentes)"] B1 --> C1["Equivale a analisar a fonte original<br/>(ex.: Diana Ross)"] end subgraph PerspectivaVaporwave ["Perspectiva do Vaporwave"] A2["Timbre e textura sonora específica"] --> B2["Memória afetiva e iconografia tecnológica"] B2 --> C2["Experiência fenomenológica e hipnagogia"] end ```

Tentar reduzir um efeito sonoro digital marcante a conceitos como "uma série de quartas justas ascendentes" ignora por completo o que o som comunica aos sentidos. Analisar Macintosh Plus pela harmonia funcional clássica culminaria simplesmente em uma análise de Diana Ross; métodos tradicionais falham perante o vaporwave da mesma forma que falham com a rítmica desconstruída de J Dilla ou com a música estocástica de Iannis Xenakis. A pergunta analítica que importa aqui se resume a: *como foi feito e que efeito isso causa?*

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[07:28](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=448s) Criação autoral com fitas do Kmart e considerações finais

Embora haja uma insistência generalizada de que o gênero teria morrido — tornando a frase *"Vaporwave is dead"* um meme autorreferencial autônomo —, as explorações artísticas recentes expandiram significativamente as fronteiras do estilo. Entendendo que um compositor contemporâneo não deve ignorar o espírito cultural do seu tempo, Adam Neely elaborou sua própria faixa de vaporwave utilizando os registros das fitas do Kmart digitalizadas por Mark Davis, acompanhado pela bateria gravada por seu colaborador Luke Markham. Longe de ser apenas um som ambiente hipnagógico passivo, a experiência foca em conferir uma nova vida ao descartado. Para mergulhar na ironia autorreferencial e estética da cena, a audição da faixa produzida é apresentada acompanhada pelo consumo de Chá Gelado Arizona.

Ao concluir a reflexão, Neely relata que, embora tenha deparado com facetas bizarras da internet ao longo de sua pesquisa e não sinta necessariamente uma conexão afetiva plena com toda a produção do gênero, é inegável o poder evocativo que ruídos mecânicos cotidianos, como o som de uma internet discada, exercem sobre a mente humana. O impacto do timbre se sobressai a qualquer regra convencional de composição, justificando a sobrevivência do gênero. O vídeo encerra com agradecimentos aos apoiadores de sua página no Patreon e sua costumeira despedida instrumental enfatizando o contrabaixo.

- Coleção-fonte: fitas cassete de anúncios e música de elevador do Kmart preservadas por Mark Davis. - Obra referencial citada: ensaio *Plunderphonics* (1985) de John Oswald e o LP apreendido em 1989. - Canção clássica apropriada: *"It's Your Move"* (1984), interpretada por Diana Ross. - Produção colaborativa: bateria acústica gravada por Luke Markham para a faixa autoral de vaporwave. - Fechamento temático do canal: agradecimento aos patronos e o bordão final em homenagem ao baixo ("BASS").

## Notable quotes > [00:02](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=2s) Um sampler é, simultaneamente um dispositivo de documentação e um criativo, em efeito, reduzindo uma distinção manifestada pelo direito autoral. — John Oswald

> [02:14](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=134s) A FENOMENOLOGIA da música é a coisa mais importante. — Adam Neely

## Mentioned Adam Neely, Mark Davis, Kmart, FrankJavCee, John Oswald, Dolly Parton, Michael Jackson, Diana Ross, Macintosh Plus, Ramona Xavier, Igor Stravinsky, John Milton, Scott Beauchamp, Blank Banshee, AOL, Marcel Proust, J Dilla, Iannis Xenakis, Luke Markham, Ableton, Arizona Iced Tea, Patreon, Esquire

## Video description song download https://adamneelymusic.bandcamp.com/track/k-m-a-r-t

Support me on Patreon! https://www.patreon.com/adamneely

Thanks to Luke Markham for helping me with that vaporwave banger!

Timbre’s effect on Emotional Response and Memory in music http://oicrm.org/wp-content/uploads/2012/03/PADOVA_A_CIM05.pdf https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2683716/

Phenomenology of Music http://uknowledge.uky.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1043&context=music_etds

Esquire article on Vaporwave http://www.esquire.com/entertainment/music/a47793/what-happened-to-vaporwave/

Kmart Collection of Vaporwave Stuff https://archive.org/details/attentionkmartshoppers https://archive.org/details/KmartWeekOf03.01.1992

Some not bad vaporwave I enjoyed https://blankbanshee.bandcamp.com/ https://www.youtube.com/watch?v=ZTXUqehD50s

Follow Me on the Internets: http://www.facebook.com/adamneely http://www.instagram.com/its_adamneely

Peace,

Adam

[Source](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s)

中文简报

Adam Neely证明在蒸汽波的成功中音色胜过和声 传统和声分析在蒸汽波面前失效,因为该流派的情感与怀旧冲击力源于音色的现象学,而非音符或和弦。 Adam Neely探讨了蒸汽波(vaporwave)植根于plunderphonics运动以及对20世纪80年代曲目的减速处理,例如Macintosh Plus对Diana Ross歌曲的标志性采样挪用。他指出,传统和声分析不足以解释该流派,因为其力量建立在现象学、入眠感(hypnagogia)以及音色通过怀旧科技声音唤起情感记忆的能力之上。为了实际验证声音质感比音符结构更为重要的论点,Neely使用原声钢琴重新演奏了相关片段,并利用归档的凯马特(Kmart)广告磁带录音制作了一首原创曲目。 蒸汽波的概念基础源于John Oswald的plunderphonics,将既有的轻柔爵士(smooth jazz)、灵魂乐和商业广告录音视为被重新语境化的独立乐器。 (0:02) 以和声与音阶为核心的传统音乐理论不足以分析蒸汽波,该流派的感染力主要在于音乐现象学、音色以及对入眠式怀旧感的诱发。 (2:14) 科学研究证实音色能直接影响情绪处理并触发自传体记忆,从而印证了90年代科技声音语汇的有效性。 (4:30) 尽管“蒸汽波已死”(Vaporwave is dead)的迷因不断出现,制作人们仍在通过将凯马特等废弃音频与现代原声鼓结合,持续拓展该流派的表达语言并创作全新作品。 (7:28)

Reading summary

Adam Neely argumenta que a essência do vaporwave reside na fenomenologia da escuta e no poder evocativo do timbre, e não nas estruturas formais da harmonia tradicional. O gênero apoia-se na apropriação de detritos da cultura de consumo para despertar memórias e sensações nostálgicas por meio da desaceleração e da textura sonora. Herança do plunderphonics e recontextualização sonora (0:02) As bases conceituais do vaporwave remontam ao ensaio de 1985 do compositor John Oswald sobre o plunderphonics, que defendia o uso de gravações comerciais prévias como instrumentos composicionais autônomos. Apesar de restrições legais históricas — como a ordem judicial de apreensão e destruição do álbum de Oswald em 1989 após representação legal de Michael Jackson —, a apropriação sonora resistiu e se tornou estruturante para a cena digital, exemplificada pelo resgate e uso de fitas cassete de anúncios da rede Kmart preservadas por Mark Davis em 2015. Essa abordagem concretizou-se no que se convencionou chamar de hino do gênero: a faixa de Macintosh Plus (pseudônimo de Ramona Xavier), elaborada mediante a desaceleração de "It's Your Move" (1984), de Diana Ross. Sob o prisma de reflexões históricas atribuídas a autores como Igor Stravinsky e John Milton, Neely sustenta que o valor da intervenção não advém de sua complexidade técnica, mas da atitude pioneira de conferir nova identidade perceptual ao material reaproveitado. A primazia da fenomenologia e hipnagogia (2:14) De acordo com a análise apresentada, ferramentas analíticas clássicas como escalas e modos mostram-se insuficientes para explicar o vaporwave, cuja força reside na fenomenologia — a experiência perceptiva imediata gerada na mente do ouvinte. A desaceleração de produções oitentistas induz a uma sensação de hipnagogia, caracterizada como o estado liminar de transição entre a vigília consciente e o sono profundo. Essa experiência auditiva atua em simbiose com a linguagem visual nostálgica do movimento. Neely compara o papel do produtor ao de um compositor de trilhas sonoras que opera em sentido inverso: em vez de a música servir para amplificar uma narrativa dramática na tela, a imagética retrofuturista e corporativa é que reorienta ativamente o sentido psicológico do som que se escuta. O papel do timbre na memória afetiva (4:30) A partir de 2011, ramificações do gênero passaram a recorrer a um vocabulário auditivo específico composto por sinais de conexão discada, sintetizadores de voz e trilhas MIDI corporativas, ilustrado por artistas como Blank Banshee e associado pelo articulista Scott Beauchamp ao conceito de memória involuntária. Ao transcrever e executar os acordes de uma faixa em um piano tradicional de cauda, Neely demonstrou que a carga emocional se esvazia, confirmando que a resposta psicológica decorre exclusivamente da textura e do timbre. Apoiando-se em correlações científicas entre timbres e a ativação de memórias autobiográficas, o apresentador conclui que tentar decompor o estilo por intervalos e harmonia funcional clássica equivale meramente a analisar a faixa-fonte original. Assim como ocorre com a rítmica desconstruída de J Dilla ou com a música estocástica de Iannis Xenakis, a análise do vaporwave exige focar no modo de manipulação do som e no efeito sensorial resultante. Ao produzir sua própria faixa utilizando fitas do Kmart e bateria acústica, Neely pondera que, apesar da insistência do meme de que o vaporwave estaria morto, a capacidade de conferir nova vida a ruídos cotidianos e funcionais do passado comprova que o impacto evocativo do timbre prevalece sobre os cânones da teoria musical tradicional.

精炼阅读摘要

Adam Neely 从音乐理论与现象学视角剖析了蒸汽波(Vaporwave)艺术,指出该流派的核心并非传统的功能和声或复杂的作曲技巧,而在于借助掠窃唱片(plunderphonics)手段、特定音色质感与减速重构来唤起听众的情感与怀旧体验。 掠窃唱片与技术重构的创作根基 (0:02) 蒸汽波在概念与实践上深植于加拿大作曲家 John Oswald 于 1985 年提出的“掠窃唱片”(plunderphonics)理论。Oswald 主张将既有的录音直接视作独立的乐器来进行采样与拼贴操纵,他曾指出采样器既是记录工具也是创作工具,从根本上淡化了版权法所设立的界限。尽管在互联网普及前,这种创作曾遭遇严苛的法律打压——例如 1989 年 Oswald 因侵权争议导致物理唱片被加拿大唱片工业协会查扣销毁——但将声音脱离原始语境的二次加工手法,依然成为蒸汽波不可动摇的方法论支柱。 在具体操作上,早期的蒸汽波制作人习惯抓取 20 世纪 80 年代顺滑爵士(smooth jazz)、灵魂乐和放克音乐的模拟录音,并通过数字音频工作站进行大幅度减速。例如 Macintosh Plus(Ramona Xavier)被誉为该流派“国歌”的作品,正是直接将 Diana Ross 1984 年的歌曲《It's Your Move》放慢节奏而成。Neely 指出,尽管从纯技术门槛来看这种剪辑并不复杂,关于其是否算作原创或剽窃也存在争议,但这种开创性的重构举动创造出了一个截然不同的崭新声音对象。 音乐现象学与视听结合的入眠感 (2:14) 在分析 Macintosh Plus 的案例时,Neely 强调对于音乐研习者而言,调式、音阶与和声的重要性远不及“音乐现象学”(phenomenology)。听众在聆听极度减速后的商业流行乐时,所获得的感知体验与欣赏 80 年代原曲有着天壤之别。这种体验通常与“入眠感”(hypnagogia)紧密相连,即意识处于清醒与深睡之间的过渡阶段,赋予了作品一种梦幻且模糊的质感。 与此同时,蒸汽波的听觉表现与高度风格化的复古未来主义视觉语言(即所谓的“E S T É T I C A”)形成了密不可分的共生关系。这种操作机制类似于电影配乐的反向运用:配乐通常为画面定下戏剧基调,而蒸汽波中弥漫的视觉符号与消费主义反讽氛围,则反过来深刻重塑了听众感知声音的方式,使作品游走在反思资本主义消费文化与沉溺复古怀旧之间。 音色心理学与传统和声分析的局限 (4:30) 自 2011 年起,蒸汽波裂变为众多子流派,传统长采样手段不再是唯一标准,取而代之的是由特定音频词汇维系的听觉共识,涵盖了老旧操作系统开机声、文字转语音(text-to-speech)合成器、拨号上网杂音以及高度压缩的商用 MIDI 音乐。针对 Blank Banshee 等现代制作人的手法,评论界常借用类似“普鲁斯特的玛德琳蛋糕”之喻,来形容诸如 AOL 邮件提示音对一代人童年回忆的强烈刺激。 为了验证音色对心理机制的主导作用,Neely 尝试将视频片头曲的音符、旋律与和声完全移植到一架原声钢琴上演奏,结果发现一旦剥离了原本破旧的商场广播质感,乐曲便彻底丧失了情绪煽动力。科学研究表明,特定音色与自传体记忆及情绪处理中枢存在紧密联结。若仅用传统和声学将声音剖析为“纯四度上行”等音程关系,就会完全忽略其传递的感觉内涵;正如对待 J Dilla 的错位节奏或 Iannis Xenakis 的随机音乐一样,传统理论在此失效,真正关键的分析视角应聚焦于制作机制及其产生的感知效应。 废弃声音的再利用与流派延续性 (7:28) 针对网络上频繁出现的“蒸汽波已死”(Vaporwave is dead)这一自我戏仿的流行语梗,Neely 认为当代创作者应当敏锐呼应所处时代的文化精神,该流派的探索空间并未穷尽。以 Mark Davis 于 2015 年公开发布在网络档案库中的 Kmart 超市磁带录音为素材,Neely 联合鼓手 Luke Markham 录制了原声鼓组,自行制作了一首蒸汽波单曲,将这些原本被时代遗弃的商用背景乐与广播广告注入了全新生命。 Neely 在回顾自身创作与调研体验时坦言,虽然部分网络亚文化现象显得光怪陆离,自己也未必对该流派的所有演变形式产生全然共鸣,但如拨号音这类充满机械感的生活杂音所拥有的唤醒力是无可置疑的。音色的物理冲击力超越了学院派作曲体系的条框,使蒸汽波超越了短暂的恶搞迷因,展现出持久的文化与艺术生命力。 Adam Neely 总结认为,尽管蒸汽波常被视作带有戏谑性质的网络迷因,但它证明了声音质感与音色在激发人类自传体记忆方面的力量超越了传统乐理框架;分析该流派的核心问题不在于其和声构成,而在于它是如何制作的以及最终引起了怎样的心理效应。

Detailed notes — zh

## Background 本内容由音乐人兼教育创作者 Adam Neely 于 2016 年 10 月 24 日发布在 YouTube 频道,视频标题为《The music theory of V A P O R W A V E》。视频简介附带了由他与 Luke Markham 合作制作的蒸汽波单曲下载链接,并引用了关于音色对情感记忆影响、音乐现象学以及 K-Mart 广播档案等多篇文献与资料背景。 ## TL;DR 视频从 2015 年 K-Mart 超市背景广播录音磁带在网络公开的事件切入,探讨了蒸汽波(Vaporwave)这一反文化艺术流派的底层逻辑。Adam Neely 指出,蒸汽波的根基源自 John Oswald 的“掠夺声音”(Plunderphonics)理念,通过放慢 80 年代流行乐与重构采样,开创出独特的催眠体验与美学语境。视频强调传统五线谱和声理论在解释该流派时完全失效,蒸汽波的核心乐理实则是“音色(Timbre)”与“音乐现象学”——即声音如何绕过传统曲式定义,直接触发人类大脑的记忆与通感怀旧。最后,Adam Neely 亲自运用 K-Mart 采样制作了一首原创蒸汽波曲目,展示了该流派的解构与重组魅力。 ## Atmosphere & style 整部视频兼具冷幽默的后现代讽刺与严谨深入的学院派乐理探讨,基调轻松又充满智性反思。Adam Neely 以半戏谑的网梗语调解构网络流行迷因,随后迅速切换至认知科学与现象学的高度,形成强烈的反差张力。伴随着减速处理的经典旋律与 K-Mart 广播杂音,观众在半梦半醒的催眠怀旧感中体验到声音与记忆的奇妙联结,宛如手持亚利桑那冰茶漫步于一座荒诞却迷人的数字化复古超市。 ## Bulletin - [00:59](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=59s) 蒸汽波在音乐谱系上直接继承自 John Oswald 的“掠夺声音”(Plunderphonics)理念,将既有录音采样作为核心乐器,重新语境化处理。 - [02:51](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=171s) 理解蒸汽波的关键在于音乐的“现象学”(Phenomenology)与听觉感知,而非传统的音阶、调式与功能和声分析。 - [04:30](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=270s) 神经科学研究表明,音色(Timbre)与大脑的情感及记忆回路直接相连,蒸汽波正是通过特定复古音色与声音图标诱发独特的怀旧通感。 - [07:28](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=448s) 通过对 K-Mart 超市背景广播磁带采样与降速重构,Adam Neely 实证了该流派如何将商业消费主义声音符号转化为半梦半醒的催眠体验。 ## Key takeaways - [00:02](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=2s) Mark Davis 将数字化 K-Mart 超市广播磁带上传至 archive.org,为整个蒸汽波制作社群提供了核心历史素材与狂欢契机。 - [00:02](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=2s) 蒸汽波兼具音乐与视觉的反文化属性,在批判资本主义消费主义与彻底拥抱消费符号之间保持微妙的摇摆。 - [00:59](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=59s) John Oswald 在 1985 年提出“掠夺声音”(Plunderphonics)理论,主张录音本身即是乐器,采样器模糊了记录与创作的界限。 - [00:59](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=59s) 早期蒸汽波代表作——Macintosh Plus 的《Lisa Frank 420 / 现代的コンピュー》,本质是将 Diana Ross 1984 年的流行曲《It's Your Move》大幅放慢播放速度而成。 - [02:51](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=171s) 针对“偷歌放慢是否算艺术”的质疑,借用弥尔顿与斯特拉文斯基的名言,强调只要重构赋予了全新语境与体验,它就是全新的艺术转化。 - [02:51](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=171s) 音乐理论最核心的基石在于“现象学”——即受众如何切身体验音乐,而不是形式上的乐理符号如何定义它。 - [02:51](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=171s) 大幅降速营造出一种“催眠状态”(Hypnagogia),使音乐具备了介于清醒与沉睡之间的半梦半醒特质,衍生出“催眠流行乐”概念。 - [02:51](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=171s) 蒸汽波的音乐与视觉美学(A E S T H E T I C S)不可分割,其运作逻辑如同倒置的电影配乐,听觉情绪高度依赖视觉符号的锚定。 - [04:30](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=270s) 蒸汽波发展出了一套高度共享的声音图标库,包括复古开机音、文字转语音(TTS)朗读、56k 拨号音及平庸的企业形象 MIDI 旋律。 - [04:30](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=270s) 剥离特定磁带质感并用原声钢琴演奏蒸汽波旋律后,其迷幻的情感共鸣荡然无存,印证了音色对唤醒大脑记忆回路的绝对决定权。 - [04:30](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=270s) 传统功能和声分析无法解释蒸汽波,正如其无法解释 J Dilla 的微节奏或前卫实验音乐,分析重点应落在其制作手法与心理效果上。 - [07:28](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=448s) Adam Neely 结合 K-Mart 广播采样与鼓手实录,亲自制作原创曲目,展现了蒸汽波如何融合讽刺、怀旧与现代音乐重构。 ## Detailed walkthrough ### [00:02](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=2s) K-Mart 磁带上线与蒸汽波(Vaporwave)的定义 在 2015 年 10 月 2 日,Mark Davis 将他多年珍藏、从磁带数字化的 K-Mart 电梯音乐(超市背景广播音乐)完整上传到了 archive.org,免费供全世界所有人使用,引发了整个蒸汽波(Vaporwave)制作人社群的狂欢庆祝。那么,究竟什么是蒸汽波?简而言之,它是一种音乐与视觉的反文化潮流,在批判与拥抱资本主义消费主义之间反复横跳与摇摆。 关于该流派更深层的文化批判,互联网上早已充斥着海量文章与讨论,尤其是著名的迷因视频创作者 FrankJavCee 的一系列视频。然而,Adam Neely 指出,尝试用传统乐理来拆解蒸汽波,本身就违背了这一流派的底层精神,因为“它就像是音乐层面的暴走漫画/恶搞脸(Trollface)”。尽管如此,去剖析和学习它背后的运作机制依旧非常有趣。 ```mermaid flowchart LR accTitle: 蒸汽波的文化与历史渊源 accDescr: 展示从掠夺声音、80年代流行乐采样到蒸汽波美学的演变逻辑。 subgraph S1["根基与演变"] A["John Oswald<br/>掠夺声音 (Plunderphonics)"] --> B["磁带与商业流行乐<br/>(Diana Ross / K-Mart 广播)"] end subgraph S2["蒸汽波重构"] B --> C["降速处理与音色重塑<br/>(Macintosh Plus)"] C --> D["催眠体验与美学重构<br/>(Vaporwave / Hypnagogia)"] end ``` ### [00:59](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=59s) 掠夺声音(Plunderphonics)与“减速”的炼金术 作为一种音乐风格,蒸汽波的血缘根基源自名为“掠夺声音”(Plunderphonics)的实验音乐理念。在 1985 年的开创性论文《掠夺声音,或作为作曲特权的海盗音频》(Plunderphonics, or Audio Piracy as a Compositional Prerogative)中,John Oswald 主张音乐录音本身应当被视为一种乐器。在引用其著作时,John Oswald 写道:“采样器既是一个记录设备,同时也是一个创作工具,它实际上缩小了版权所划分出的那种界限。”(“A sampler is, simultaneously a documenting device and a creative one, in effect, reducing a distinction manifested by copyright.”) 在互联网时代到来之前,逃避版权侵权控诉要艰难得多。1989 年,在迈克尔·杰克逊(Michael Jackson)团队提出投诉后,加拿大唱片工业协会甚至下令将 John Oswald 的专辑《Plunderphonics 69/96》的所有实体拷贝彻底销毁。这种将既有录音抽离原环境并置于新语境下的掠夺声音手法,正是蒸汽波的核心所在。 早期的蒸汽波艺术家通常是将 80 年代的光滑爵士(Smooth Jazz)、灵魂乐(Soul)与放克(Funk)进行减速处理。Adam Neely 在视频中现场演示:他调出 Diana Ross 在 1984 年发行的专辑《Swept Away》中的第四首曲目《It's Your Move》,导入 Ableton 软件中直接大幅放慢播放速度。顷刻间,原本欢快的 80 年代流行乐立刻幻化成了无人不知的“蒸汽波国歌”——也就是 Macintosh Plus(Vektroid)的经典名作《Lisa Frank 420 / 现代的コンピュー》。 ### [02:51](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=171s) 现象学、催眠状态与倒置的电影配乐 面对“难道做蒸汽波就只是偷别人的歌并放慢速度?这凭什么算艺术?”的质疑,Adam Neely 先后引用了两位名人的格言来回应。首先是伊戈尔·斯特拉文斯基(Igor Stravinsky)的名言:“次等艺术家借,伟大艺术家偷。”随后他指出了更为贴切的一句名言,约翰·弥尔顿(John Milton)曾说过:“只有当借用者没有让原作品变得更完善时,剽窃才会成立。”(“Borrowing, if it be not bettered by the borrower, is accounted Plagiarè.”) 讨论 Macintosh Plus 是否“完善”了 Diana Ross 的音乐或许见仁见智,但它无疑被转化成了全新的存在。别人可能会反驳“这谁都能做”,但核心在于 Macintosh Plus 才是第一个真正去做了这件事的人。Adam Neely 强调,学习音乐理论时最重要的一课往往被忽视: > “无论你学了多少关于音阶、调式和和声的知识,音乐的现象学(Phenomenology)才是最核心的事物——也就是我们如何体验音乐,而非音乐在形式上被定义为什么。” 放慢后的《It's Your Move》带给人的感知与原版截然不同,它营造出一种“催眠状态”(Hypnagogia),即介于清醒与沉睡之间的半梦半醒意识过渡态,甚至催生出了“催眠流行乐”(Hypnagogic Pop)这一分类。与此同时,蒸汽波的音乐无法与其标志性的视觉美学(A E S T H E T I C S)割裂开来。蒸汽波艺术家创作音乐的方式就像电影配乐师的工作方式,只是顺序完全倒置:电影画面会因背景音乐的改变而彻底转变情绪基调,而蒸汽波音乐的情感氛围,也同样高度依赖于它所绑定的特定视觉符号。 ### [04:30](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=270s) 声音图标的采样机制与音色(Timbre)的情感力量 既然不是讨论音阶与和声,这篇分析为何被称为“蒸汽波的乐理”?因为蒸汽波的核心作曲法之一,是通过采样诱发强大的怀旧通感。自 2011 年爆炸式扩散以来,蒸汽波分化出大量子流派,多数艺术家不再单纯依赖掠夺声音式的全曲减速,而是转向一套共享的声音美学库: - 操作系统复古音效(经典的开机提示音、文字转语音/TTS 朗读) - 56k 调制解调器拨号上网的嘶鸣声 - 带有失真与油滑质感、让人联想到跨国企业形象宣传的平庸 MIDI 旋律 《Esquire》杂志的作者 Scott Beauchamp 在撰文反思这种时代记忆时曾发问:“难道 AOL 邮箱的那声‘You've Got Mail’语音,对我而言真的就等同于普鲁斯特的玛德琳蛋糕吗?”90 年代的消费主义文化与初生互联网的声音符号,如今被重新包装在当代电子音乐的形式之下。 ```mermaid flowchart TD accTitle: 音色与听觉感知模型 accDescr: 传统和声分析与基于音色现象学分析的对比。 subgraph Traditional["传统理论分析视角"] T1["五线谱音符与和弦"] --> T2["理论定性: 连续上行纯四度"] T2 --> T3["丢失情感共鸣与具体语境"] end subgraph Vaporwave["现象学与音色视角"] V1["K-Mart磁带与拨号采样"] --> V2["音色(Timbre)与记忆回路激活"] V2 --> V3["引发催眠感与90年代消费文化怀旧"] end ``` 为了证明音色的决定性作用,Adam Neely 提取了片头蒸汽波音乐的骨架,单纯用原声钢琴演奏其音符和旋律,完全剥离 K-Mart 磁带质感后,原本迷幻沉沦的效果荡然无存。神经科学与音乐认知研究表明,人类大脑的情感、记忆回路与乐器的“音色”(Timbre)之间存在极其强烈的神经连接。受过严格学院派训练的乐理学者听到某段旋律可能会冷静归纳为“一组连续上行的纯四度音程”,但这完全错失了音乐实际听起来的感受与生命力。 传统的功能和声分析在此彻底失效,就像它无法有效解释 J Dilla 的错位微节奏或雅尼斯·席纳基斯(Iannis Xenakis)的先锋声响一样。研究这类音乐的乐理,核心在于探寻两点:它是如何制作出来的?它达成了怎样的心理与情感效果? ### [07:28](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=448s) 原创制作实战与总结体验 面对互联网上连篇累牍宣称“蒸汽波已死”的迷因,该流派在近年来的野心其实早已超越了它早先小众怪异的起源。作为不能与时代脱节的音乐人,Adam Neely 决定运用从 K-Mart 磁带中提取的声音素材,亲自制作一首全新的蒸汽波曲目。好友 Luke Markham 为这首歌协助实录了鼓组声轨。为了彻底贯彻该文化的复古荒诞与自嘲美学,Adam Neely 手持一罐经典的亚利桑那冰茶(Arizona Iced Tea)作为点缀,在视频中完整播放了这首兼具讽刺、引用与现代重构色彩的作品。 在全片结尾,Adam Neely 总结道,在调研和搜集那些诡异的互联网档案期间自己收获颇丰。尽管他个人在情感深处未必与这种风格产生多么强烈的共振,但不可否认的是,当听到拨号上网那些充满时代烙印的标志性声音时,内心确实会被唤起一种独特的感知体验。这正是音色与现象学超越单纯符号体系的奇妙之处。 ## Notable quotes > [02:51](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s&t=171s) 无论你学了多少关于音阶、调式和和声的知识,音乐的现象学(Phenomenology)才是最核心的事物——也就是我们如何体验音乐,而非音乐在形式上被定义为什么。 — Adam Neely ## Mentioned Adam Neely, Mark Davis, K-Mart, archive.org, FrankJavCee, John Oswald, Michael Jackson, Plunderphonics 69/96, Diana Ross, Swept Away, It's Your Move, Ableton, Macintosh Plus, Vektroid, Lisa Frank 420 / 现代的コンピュー, Igor Stravinsky, John Milton, Esquire, Scott Beauchamp, AOL, J Dilla, Iannis Xenakis, Luke Markham, Arizona Iced Tea ## Video description song download https://adamneelymusic.bandcamp.com/track/k-m-a-r-t Support me on Patreon! https://www.patreon.com/adamneely Thanks to Luke Markham for helping me with that vaporwave banger! Timbre’s effect on Emotional Response and Memory in music http://oicrm.org/wp-content/uploads/2012/03/PADOVA_A_CIM05.pdf https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2683716/ Phenomenology of Music http://uknowledge.uky.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1043&context=music_etds Esquire article on Vaporwave http://www.esquire.com/entertainment/music/a47793/what-happened-to-vaporwave/ Kmart Collection of Vaporwave Stuff https://archive.org/details/attentionkmartshoppers https://archive.org/details/KmartWeekOf03.01.1992 Some not bad vaporwave I enjoyed https://blankbanshee.bandcamp.com/ https://www.youtube.com/watch?v=ZTXUqehD50s Follow Me on the Internets: http://www.facebook.com/adamneely http://www.instagram.com/its_adamneely Peace, Adam [Source](https://www.youtube.com/watch?v=QdVEez20X_s)

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[2:51] Adam Neely: 无论你学了多少关于音阶、调式和和声的知识,音乐的现象学(Phenomenology)才是最核心的事物——也就是我们如何体验音乐,而非音乐在形式上被定义为什么。

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[0:02] John Oswald: Um sampler é, simultaneamente um dispositivo de documentação e um criativo, em efeito, reduzindo uma distinção manifestada pelo direito autoral. [2:14] Adam Neely: A FENOMENOLOGIA da música é a coisa mais importante.

Original transcript

[0:02] 'Em 2 de outubro de 2015, Mark Davis postou sua estimada coleção de musicas de elevador do K-Mart digitalizadas de cassetes para o archive.org, de graça para todos usarem. [0:09] Produtores de vaporwave comemoraram. [0:27] Então, o que exatamente é Vaporwave? [0:29] Bem, a resposta curta é: [0:29] Vaporwave é uma contra-cultura musical e visual que alternadamente critica e abraça o consumismo capitalista. [0:35] Se quiser uma critica cultural mais profunda do vaporwave [0:38] não se preocupe, a internet está cheia de pensamentos para você ler. [0:40] Assim como muitos e muitos videos, particularmente do produtor de memes favorito da internet: FrankJavCee [0:45] Hoje, vou tentar codificar uma parte dele em termos de teoria musical. [0:48] Sim, tentar analisar ele[vaporwave] em termos de teoria musical é um tanto contra todo o espirito da coisa. [0:52] Afinal, é como o equivalente musical de uma trollface. [0:55] mas eu vou tentar de qualquer forma, porque f*da-se [0:57] honestamente aprender sobre coisas pode ser bem legal. [0:59] Como um estilo musical, o Vaporwave deve suas raises a algo chamado Plunderphonics. [1:04] Em sua dicertação de 1985 "Plunderphonics, ou Audio Pirata como uma Prerrogativa Composicional" [1:09] John Oswald argumenta que gravações musicais por si mesmas [1:12] deveriam ser tratadas como uma forma de instrumento musical. Escrevendo: [1:15] "Um sampler é, simultaneamente um dispositivo de documentação e um criativo, em efeito, reduzindo uma distinção manisfestada pelo direito autoral." [1:23] Oswald próprio trabalhou apenas usando samples de musicas de outros. [1:26] Olhe só essa sua versão de Pretenders de Dolly Parton, por exemplo. [1:47] Na era pré-internet era muito mais difícil escapar de violação de direitos autorais. [1:50] Então em 1989, seguindo uma reclamação de Michael Jackson [1:54] Todos cópias de seu álbum Plunderphonics 69/96 [1:56] Foram ordenados a serem destruídos pela Associação da Industria de Gravação Canadense. [2:00] Oh, quão longe chegamos desde lá. [2:02] Essa abordagem Plunderphonics, pegando gravações e mudando-os para outro contexto [2:06] está no núcleo de várias gravações de vaporwave. [2:09] Então não importa quantas autoridades canadenses estejam lá fora [2:11] vai ser muito difícil matar o vaporwave. [2:14] Os artistas de vaporwave originais começaram reduzindo a velocidade de Smooth Jazz, Soul e Funk dos anos 80. [2:19] Então vamos tentar. Vamos fazer vaporwave. Vamos? [2:21] Eu tenho aqui um álbum da Diana Ross, Swept Away. [2:24] Escrito em 1984 [2:25] Vou pegar a 4ª faixa, It's your move. Estou com ela aqui no Ableton. [2:29] Beleza. Tudo que eu preciso pra fazer vaporwave é desacelerar. [2:42] Hey, olha só. Acabamos de recriar o hino nacional do Vaporwave. [2:51] "Então é isso? Roubar música dos outros e desacelerar?" [2:54] "Por que isso é algo? Por que estamos falando disso?" [2:57] Bem, veja bem. [2:58] Igor Stravinsky famosamente disse: "Pequenos artistas pegam emprestado. Grandes artistas roubam." [3:03] Um pouco menos famoso, porém mais aplicável nesse caso, [3:06] John Milton disse: "Plágio apenas ocorre se o trabalho não é aperfeiçoado pelo mutuário." [3:11] É certamente debatível se MacIntoshi Plus "aperfeiçoou" a música de Diana Ross [3:16] Mas certamente foi transformado em algo novo [3:18] "É, mas qualquer um pode fazer isso" [3:19] Sim, mas Macintosh Plus foi aquele que FEZ. E essa é a distinção. [3:23] Uma das coisas mais importantes que você deve aprender quando estuda musica [3:26] é que não importa o quanto aprenda sobre escalas, modos e harmonia. [3:30] A FENOMENOLOGIA da música é a coisa mais importante. [3:33] Como experienciamos a musica versus o que ela é. [3:36] A experiencia de ouvir It's Your Move desacelerada é bem diferente da original. [3:41] Uma ótima palavra que ouvi para descrever isso é HIPNAGOGIA. [3:46] Que é o estado transicional entre estar acordado e dormindo. [3:50] Existe todo um gênero de musica lá fora chamado Pop Hipnagogico. Que tenta capitalizar essa sensação. [3:55] Com tudo isso, é difícil divorciar a música do se visual [3:59] ~~E S T É T I C O~~ [4:01] Artistas Vaporwave abordam a música assim como um compositor para filmes talvez faça [4:05] porém ao contrário. [4:07] O tom de uma cena em um filme pode mudar drasticamente dependendo da música que a acompanha. [4:20] Assim como o tom de uma música pode mudar dependendo dos visuais que a acompanha. [4:30] "Então por que esse video é chamado "A teoria musical do V A P O R W A V E"?" [4:33] "Por que não estamos falando de escalas, harmonia e tudo mais?" [4:36] Bem, isso nos traz a uma das principais técnicas de composição do Vaporwave. [4:39] O poderoso, intoxicante efeito de nostalgia indutiva via sample. [4:44] Desde 2011 Vaporwave explodiu em vários tipos de sub-gêneros e sub-estilos. [4:49] E agora a maior parte dos artistas não usam a técnica Plunderphonica. [4:53] Apesar de diferentes tempos, arranjos e texturas [4:56] Vaporwave é comumente unificado por uma estética auditória que 'sampleia' varias coisas [5:00] Mas a maior parte são sons de sistemas operacionais que incluem sons de inicialização, texto-para-fala, [5:06] sons de dial-up, midis melosos e distorcidos evocando musicas corporativas. [5:11] E outros sons daquela era. [5:12] Considere essa faixa de Blank Banshee: [5:24] Scott Beauchamp do Esquire questiona: [5:26] "Poderia realmente ser que a voz "You Got Mail" do AOL foi para mim o que Madeline foi para Proust?" [5:32] Uma estranha espécie de nostalgia existe na iconografia e nos sons da cultura consumista dos anos 90 e na cultura da internet. [5:37] Agora reembalado na linguagem contemporânea de musica eletrônica. [5:40] Agora com tudo isso em mente, vamos olhar a música do incio do video. [5:58] O que aconteceria se eu tocassem as notas e melodias no piano sem os samples do K-Mart? [6:17] Definitivamente não tem o mesmo efeito. E esse é o ponto que estou fazendo aqui. [6:21] Musica é muito mais que o total de acordes, notas e ritmos que você toca. [6:26] TIMBRE. [6:26] Ou o 'real som' da música, de fato. [6:29] Está no núcleo da resposta emocional na música. [6:31] Estudos provaram que existe ligações intensas entre emoções, memória e timbre instrumental. [6:37] O que talvez explique a persistência do Vaporwave como um gênero musical além de uma piada de internet. [6:43] É disso que eu falava quando disse que a fenomenologia da musica é mais importante do que como ela é classificada. [6:49] Músicos treinados talvez escutem esse som: [6:52] E o classifiquem: "Oh, uma série de quartas justas ascendentes." [6:56] Mas isso erra completamente o ponto do que a música soa como. [7:01] Então, sim. Eu poderia analisar uma musica do Macintosh Plus usando analises harmônicas e melódicas tradicionais. [7:06] Mas então eu estaria analisando uma música da Diana Ross. [7:09] Mas o objetivo da teoria música é um pouco mais profundo que isso. [7:12] É tentar entender porquê música funciona do jeito que funciona. [7:15] Analise funcional harmônica tradicional não funciona aqui. [7:18] Assim como não funciona quando você tenta analisar algo como, vamos dizer, J-Dilla. [7:22] ou Xenakis, ainda no assunto. [7:24] No lugar, ligamos para: Como foi feito? E com qual efeito? [7:28] E mesmo muitas pessoas dizendo veemente que Vaporwave morreu [7:32] ao ponto da frase "Vaporwave está morto" é um meme por sí só. [7:35] Os anos recentes elevaram as ambições do gênero muito além de seu estranho, de nicho, começo. [7:40] Visto que, como artista, não é sábio ignorar a era onde você se encontra [7:45] eu decidi tentar criar Vaporwave, usando samples daqueles cassetes do K-Mart [7:49] Música hipnagógica relaxa, isso definitivamente não é. [7:52] Mas ainda é divertido realocar o antigo para ser novo novamente. [7:55] Meu amigo Luke Markham me ajudou a gravar a bateria pra essa faixa, espero que gostem. [7:59] mas para fazer esse vídeo a seguir mais vaporwave... E irônico... E auto-referenciativo... [8:03] Você vai assistir assim como eu assisti: Bebendo Chá Gelado Arizona. [10:26] De qualquer forma, obrigado por assistir. Por favor, comente, curta e se inscreva se gostou desse video. [10:30] Eu mesmo aprendi muito enquanto fazia as pesquisas. [10:34] Eu fui e vi muitas coisas estranhas na internet enquanto pesquisava para esse video. [10:38] Mas. É um estilo bem interessante. Não sei se me conecto com ele emocionalmente. [10:43] Mas ao mesmo tempo existe algo a ser dito sobre escutar, você sabe, sons de dial-up ter um sentimento sobre isso. [10:52] E eu acho isso bem emocionante e legal de ouvir tudo isso. [10:55] Enfim, se você gosta do que eu faço, definitivamente cheque meu Patreon. Esses são meus assinantes aqui. Muito obrigado por isso. [11:02] E é isso. E até a próxima... [11:06] BASS